O ritmo tambĂ©m tem poder polĂtico. Movimentos sociais encontram no compasso uma ferramenta de coesĂŁo — cantos, tambores e marchas constituem ritos que fortalecem identidade coletiva e visibilidade pĂşblica. Há uma histĂłria de resistĂŞncias que se apoiam no pulso: seja nos sambas que narraram desigualdades, seja nas batidas que embalaram greves, o ritmo foi ponte entre sofrimento e solidariedade. Ă€s vezes, o simples ato de sincronizar vozes em praça pĂşblica Ă© já um gesto de afirmação e desafio.